terça-feira, 21 de maio de 2013

Menos

Para viver bem é só fazer menos: comer menos, pensar menos e falar menos. Sábias palavras da monja budista do templo em Olinda. 


- Fazer menos pode ser controverso. Acho preferível simplesmente a busca pelo equilíbrio. Dessa forma e só a partir daí é possível reconhecer onde fazer mais, ou menos.

- Acredito que o "pouco" que ela fala seja fazer somente o necessário, visto que normalmente as pessoas comem mais do que precisam, perdem tempo com pensamentos fúteis e fala coisas néscias.

- Eu compreendo o sentido pretendido e concordo, quando dedicado a excessos gratuitos, mas e amar, por exemplo? Ou, sem recorrer ao extremo, demonstrações oportunas e significativas de respeito, admiração ou afeto? Na vida é preciso atravessar o pouco e o muito.

- Bem, se não for um tipo de amor que é prejudicial para o outro e para você mesmo, eu não vejo problema em amar mais.

domingo, 5 de maio de 2013

Políticas Educacionais... só que não!


Introdução

A educação é um tema bastante complexo e delicado no nosso país, pois ao longo da nossa história ele sempre ou quase sempre foi colocado em segundo plano, sendo visado apenas quando era para suprir as necessidades da classe dominadora. Entretanto muitos movimentos com a intenção de melhorar surgiram, mesmo que nem sempre atendidos, pelo menos não na sua totalidade. A visão que prevalece até os dias de hoje é de que a educação é feita apenas para desenvolver conhecimento específico para que as pessoas tenham habilidades necessárias para manusear as novas tecnologias, ou seja, que se torne um operário eficaz. É como se o ser humano fosse como um operário de uma coméia que nasce apenas para trabalhar até que se torne inútil e seja substituído por outro operário de igual importância, que é nula. E esse pensamento behaviorista é ainda alimentado pelo próprios pais de geração a geração, como se a educação limita-se a ensinar a técnica. Felizmente surgiram educadores que viam uma forma diferente de se passar conhecimentos, em que objetivo não fosse apenas a técnica e sim aprender a viver, são formas de educar mais humanas e que ver o ser humano mais do que um simples objeto que pode ser utilizado para vários fins. Cada indivíduo tem a sua história no mundo que precisa ser valorizada e respeitada. Mas como já dito anteriormente, essas novas ideias foram pegas de forma não tão satisfatória e utilizadas nos vários governos brasileiros que se teve (república velha, Vargas, redemocratização, militar) como numa possível “evolução e desenvolvimento” do tema educação na nossa sociedade. E continuamos a ter a educação nos moldes que mais interessa a classe dominantes, maquiando com uma “roupagem social” e assim demonstrar uma suposta preocupação com o lado da população mais necessitada. Mas é possível alterar este quadro, só que é muito difícil e talvez gerações e mais gerações terão que passar primeiro para que algo realmente diferente aconteça. Talvez quando a população em geral deixar a sua ignorância de lado e começar a querer entender o que de fato serve a política, terá mais chance disso se realizar com eficácia.

O que é políticas educacionais?

Entender as políticas educacionais é preciso primeiro entender melhor o Estado e sua função. O Estado seria uma instituição que tem como objetivo administrar os diferentes interesses e problemas da sociedade, entretanto numa visão marxista sua função mesmo é de assegurar os interesses da classe dominante. A palavra política vem de “polis”, nome que na Grécia dava a cidades onde vivam cidadãos, homens livres organizada numa comunidade. Política então seria uma área específica para as pesquisas do fator humano junto com os assuntos do Estado. Existe 2 tipos de políticas: A partidária e as públicas. A partidária é aquela que termina assim que encerra o mandato do dirigente político, ou seja, são aquelas que tem função eleitoreira e a longo prazo nem traz tanto benefício para a sociedade, visto que não interessa para o elemento em questão que entregou o cargo deixar algo para outro aproveitar que possivelmente pode ser do partido da oposição. A pública é aquela que as ações ficam com a comunidade, ações essas que geralmente demora a ser concluída e precisa de mais de um mandato para tal. As políticas públicas vem da necessidade das demandas sociais, conquistas, necessidades de grupos ou mesmo de opções políticas partidárias. As políticas educacionais se situa nas políticas públicas, onde constroem uma correlação entre as forças da sociedade em transformação constante. Numa sociedade que visa o capital, essas políticas favorecem os interesses privados, deixando de lado os interesses que melhora todo o coletivo. É só perceber que muitas das mudanças feitas pelo estado nunca ou quase nunca observa as necessidades verdadeiras da classe trabalhadora, quando é lembrada apenas pela sua utilidade para classe dominante. De qualquer forma as políticas públicas não deixa de ser um produto de luta de classes vindo de muitas conflitos e pressões. Nas políticas educacionais é preciso planejamento para com as medidas que o Estado deve tomar. Planejar é seguir com clareza de forma precisa à própria ação e assim realizar o que se pretende fazer. Mas para isso é preciso que a legislação seja boa para que a política educacional tenha êxito e, consequentemente, o planejamento. O problema é que nem sempre essas medidas são realizadas de forma correta no Brasil, isto é, seguindo uma ordem das coisas. As vezes pode ocorrer de um planejamento sem legislação, políticas sem planejamento, legislação sem políticas...

A legislação apesar de trazer consigo uma ilusão de que tudo muda com sua chegada como num “passe de mágica”, nem sempre ela consegue mostrar o caminho. Existe determinados momentos que servirá apenas para regulamentar certas políticas que terá que ser traçados como um projeto que já foram criados. De tal forma que o papel exercido por ela vai depender de circunstâncias em que se encontra no contexto histórico brasileiro.

Influencias de organizações estrangeiras:

Com as medidas das políticas educacionais, nota-se a entrada de muitas organizações estrangeiras querendo ajudar no desenvolvimento do Brasil, porém não é muito bem visto para algumas pessoas e grupos políticos, pois para eles essa tal ajuda pode ter outros motivos que não necessariamente são para beneficiar a nação brasileira. Desde os anos 50 que as organizações internacionais penetram com suas ideias na educação brasileira, onde se teve vários acordos entre Brasil e os Estados Unidos. O exemplo é a reforma universitária de 1968 que foi inspirada em muitas propostas que foram feitas em forma de relatórios técnicos. Esta forma dependente brasileira com o que vem de fora não é de agora, provavelmente esse costume venha de seu histórico de colônia, que mesmo depois de Portugal sempre teve uma “metrópole” para que enviasse ordens (ora Inglaterra, de vez quando a França e por último os Estados Unidos). E o com estas organizações internacionais não seria diferente, visto que na sua maioria tem como objetivo que estes países subdesenvolvidos sigam a sua cartilha e não porque estão preocupados com o problema social, mesmo que aparentemente isso se demonstre. Nos anos de 1990 o Brasil junto com outros países firmaram um acordo em que foi combinado pelo menos três propostas. A primeira foi definir a agenda internacional para educação; a segunda foi retomar uma visão que articule a educação com o desenvolvimento; e a terceira foi a de permitir a presença de organizações internacionais no país.

Conclusão:

Transformação da nossa realidade é um trabalho muito complicado que precisa ser moldado aos poucos, mesmo que tudo demonstre o contrário, tem que permanecer para colher os frutos mais tarde. São medidas que não funcionam, direitos que na prática não existem entre outras coisas... todavia a persistência supera todos esses obstáculos que volta e meia aterroriza a educação brasileira entre outras temas da nossa sociedade.

Seguidores no Google+

Página no Facebook